| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Fluvicolinae |
| Swainson, 1832 | |
| Espécie: | N. rubetra |
A noivinha-castanha é uma ave passeriforme da família Tyrannidae, sendo que, no Brasil, foi registrada apenas no Rio Grande do Sul. Já foi classificada como Taenioptera rubetra (Burmeister, 1860) e Neoxolmis rubetra (Burmesiter, 1960) e ainda; alguns autores a incluem no gênero Myiotheretes.
É similar a sua congênere Xolmis salinarum, porém, esta última é mais esbranquiçada, menor em tamanho, possui menor quantidade de listras na garganta e barras da asa. Sua voz, audível apenas a pouca distância da ave, constitui-se de uma nota monossilábica representada por: tjup ou twitt (Vueilleumier, 1994).
Alimenta-se de pequenos artrópodes que caça em voo ou no solo.
Na Argentina, Vueilleumier (1994) encontrou um ninho em uma touceira de grama a 20 cm do chão exposto, sendo ele em forma de tigela aberta com exterior forrado por finos gravetos, hastes de gramíneas e ainda penas. No ninho encontravam-se dois ninhegos de tonalidade cinza amarronzado com o interior da boca em tons laranja.
Vive em áreas abertas como planícies arbustivas, regiões arenosas, campos sujos e estepes pedregosas desde o nível do mar até 1,100 m de altitude (Vueilleumier, 1994; Birdlife, 2014).
Anteriormente ao registro feito no extremo oeste do Rio Grande do Sul, Brasil (Bellagamba-Oliveira et al., 2013), era considerada endêmica da Argentina, se reproduzindo no sul do país e migrando no inverno para regiões ao norte (Naroski & Yzurieta, 2010). Ainda, conta com um registro antigo e não documentado para a província de Paysandú, no Uruguai (Barattini, 1945).